São Paulo é a locomotiva do Brasil também no atletismo
A frase é do presidente da Federação Paulista de Atletismo (FPA), Mauro Roberto Chekin. Nessa entrevista ele comenta o lançamento, pelo governo Geraldo Alckmin, de mais quatro Centros de Excelência Esportiva. E afirma: “Com a iniciativa, São Paulo ganha ainda mais em estrutura, mantendo e ampliando a sua hegemonia no atletismo nacional”.
Como o senhor analisa o anúncio de mais quatro Centros de Excelência Esportiva anunciados pelo governo paulista?
Analiso como algo fundamental para o desenvolvimento do esporte em São Paulo e no Brasil. O governador Geraldo Alckmin e seu secretário de Esportes, Lazer e Juventude, José Auricchio Junior, demonstram, mais uma vez, a grande sensibilidade social que os caracterizam, pois que pensam em gente de forma primordial.

Quais são os novos quatro Centros?
Ganharão núcleos exclusivos as cidades de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Osasco e Taubaté. O Estado, portanto, passará a contar com 17 Centros de Excelência. É importante ressaltar que esses núcleos são descentralizados, atendendo a população paulista como um todo, através do conceito de macrorregiões. Isso possibilita atender os atletas nas proximidades de seus redutos, além de promover a massificação do atletismo.

Nessa geografia, onde estão localizados os Centros de Excelência?
Os 300 jovens que integram o programa encontram infraestrutura adequada para sua evolução técnica em Itapetininga, São José dos Campos, Baixada Santista, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Sertãozinho, São José do Rio Preto, São Paulo (quatro núcleos), além, agora, de São Bernardo do Campo, Guarulhos, Osasco e Taubaté.

Qual o papel da Federação Paulista de Atletismo nesse programa?

A FPA desenvolve o projeto, que já formou 1.500 atletas que hoje representam o Brasil em competições nacionais e internacionais, em parceria com a Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude. Assim, atua firmemente para preservar e incentivar a nova geração de atletas do País para as próximas Olimpíadas. Julgo indispensável destacar as palavras de Geraldo Alckmin durante a solenidade de lançamento das quatro novas unidades.

Quais foram?
Nosso governador afirmou que a Olimpíada de 2016 é do Brasil e que São Paulo ajudará bastante com seus atletas. Enfatizou que esses atletas são ídolos nacionais, o que estimula crianças e adolescentes a praticarem esporte. Assim como Alckmin, nós, da FPA, consideramos que a prática esportiva agrega saúde, educação, cultura e inserção social, apartando os jovens da escalada de violência e disseminação de drogas que assolam a sociedade como um todo. O governador disse isso ao lado de astros consagrados como Arthur Zanetti e Maurren Higa Maggi, exemplos de sucesso com suas medalhas olímpicas de ouro.

Alckmin também falou sobre as bolsas de talento esportivo...
Sim, o que reforça sua visão de estadista e certamente manterá São Paulo como a locomotiva do Brasil também no esporte. Além de anunciar a ampliação dos Centros de Excelência, nosso governador reforçou sua fala ao ressaltar que, ao todo, os atletas passarão a ter 592 bolsas de talento esportivo. Outro número passado por Alckmin foi o incentivo a mais de 2.500 esportistas de alto rendimento, que devem estudar em escola pública, não ter outro patrocínio e, a família, ter no máximo três salários mínimos de renda mensal. Como avaliou o governador, isso se chama inclusão social no esporte, algo que faz a diferença.

Ao longo da cerimônia, o senhor foi muito requisitado para entrevistas. Como se expressou?
Eu disse aos jornalistas que a Federação Paulista de Atletismo está na vanguarda do esporte nacional. Em qualquer selecionado brasileiro, São Paulo responde por cerca de 80% dos atletas convocados. Para manter tal status, o apoio do governo é preponderante. Outras federações e outros estados nos têm como paradigma. A elas damos subsídios e informações. Queremos a evolução do esporte e, em particular, de uma modalidade considerada a mãe de todas as outras, pois lida com movimentos básicos do ser humano, como andar, correr, saltar, arremessar e lançar.

Esse conceito é compartilhado pelos atletas?
Sem dúvida. É o caso de Maurren Maggi, um dos nomes que saíram do Centro de Excelência e chegou ao ouro em Pequim. Segundo ela, os paulistas saem à frente do restante dos brasileiros pela estrutura. Seu técnico, o consagrado Nélio Alfano Moura, afirma: "São Paulo é o Estado que faz mais pelo esporte do Brasil. E não é de agora. A história do Centro de Excelência Esportiva prova isso, com mais de 30 anos de atividade. Com tantos núcleos será mais provável descobrir novos talentos e levá-los ao alto rendimento". Nélio é coordenador voluntário do centro de Excelência da Capital. Frisa a importância da parceria entre o poder público e a FPA. Para ele, "as escolas são os principais locais para identificar os potenciais atletas que serão grandes campeões”.
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