Nessa entrevista, o presidente da entidade, Mauro Roberto Chekin, fala da trajetória de lutas do atletismo paulista, coalhada de bons serviços prestados e vitórias.
No último dia 30 de janeiro, a Federação Paulista de Atletismo completou 90 anos de história. Como a entidade se encontra após nove décadas?

R.
Em 30 de janeiro de 1924, sob a presidência de Manoel Carlos Aranha, a nossa FPA era fundada.
Começava, então, a saga de uma entidade sólida e vencedora que hoje, 90 anos depois, tem um enorme rol de contribuições sociais e de conquistas esportivas para São Paulo e para o Brasil.

Podemos nos orgulhar de nossos dias. A entidade &eaceacute; uma das maiores e mais consistentes instituições ligada ao esporte de São Paulo e do Brasil. Uma das poucas que possui sede própria, localizada na Rua Manoel da Nóbrega, número 800, próxima ao Complexo esportivo do Ibirapuera, onde a maioria dos atletas de alto nível do País treina.

Seu calendário de atividades é caudaloso. Contempla todas as provas e categorias inerentes à modalidade. Assim, a FPA tem reconhecimento internacional, pois sua programação é considerada a maior do Brasil, da América do Sul e da América Latina.

A hegemonia no campo das realizações também fica evidente no número de provas de Corridas de Rua, cuja prática, nos últimos dez anos, virou febre, certo?

R. Sim. São centenas de milhares de eventos de corridas de rua realizadas anualmente em todo o estado bandeirante, reunindo algo em torno de 500 mil inscrições.

O trabalho da Federação Paulista de Atletismo é de fôlego. Raros são os finais de semana em que não tenha competição, envolvendo o trabalho intenso de todos os funcionários da entidade.

Isso nos permite dizer que São Paulo é a locomotiva da Nação também no atletismo.

Números comprovam isso. As seleções brasileiras, em suas mais diversas categorias, da menor à adulta, costuma contar com mais de 70% de atletas cadastrados na Federação Paulista de Atletismo.

Dos 40 técnicos que o País tem registrados, 29 são do nosso Estado. Isso significa que quase 75% da seleção brasileira é paulista. A nossa responsabilidade é muito grande. E estamos certos de que estamos honrando o notável trabalho de nossos antecessores.

A colaboração em termos de atletas olímpicos é considerável...

R. Basta ressaltar que todos os grandes campeões olímpicos, como os medalhistas de ouro Adhemar Ferreira da Silva, Joaquim Cruz, Maurren Higa Maggi e outros que também faturaram medalhas de prata e bronze, como Nelson Prudêncio, João Carlos de Oliveira (o João do Pulo), as equipes de revezamento 4x100, o maratonista Vanderlei Cordeiro, entre outros, tiveram passagem pela escola de atletismo paulista.

E o futuro?

R. Projetamos um futuro onde se sobressairão alguns valores como: fé, trabalho, transparência de atividades, democracia participativa e a mesma disposição de luta demonstrada por nossos ancestrais.

Queremos massificar a prática do atletismo pelo Estado de São Paulo.

Queremos investir na formação de jovens talentos, em parceria com os poderes públicos e a iniciativa privada.

Queremos aumentar ainda mais a nossa já expressiva participação nos selecionados brasileiros.

Queremos um estado cidadão.

Um estado onde as pessoas possam ter acesso à prática do atletismo e, através dela, agregar mais saúde, educação, cultura e inserção social a suas vidas.

A prática das corridas de rua tem especial atenção por parte da atual administração da FPA, não é mesmo?

R. Queremos multiplicar o número de corredores associados, tornando as corridas de rua, em franco crescimento em todo o mundo, muito mais profissionais.

Convênios, descontos e uma série de benefícios estão sendo oferecidos às mais de 200 mil pessoas que participam de ao menos uma prova do gênero por ano em São Paulo.

Tudo isso é necessário para que os participantes das corridas de rua criem uma identificação conosco e com o esporte em si, para que eles não façam da corrida de rua uma aventura.

E no quesito pista e campo?

R. Precisamos fazer da ida das pessoas a uma pista de atletismo um programa também cultural, com shows, peças de teatro e outras atrações. Essas medidas aumentarão o grau de interesse em relação ao evento. E nada reduzirá em sua parte técnica.

Temos, ainda, a intenção de interiorizar o atletismo, levando o esporte para a maior quantidade possível de lugares.

Os cursos de árbitros que serão instalados em 14 cidades ainda neste primeiro semestre de 2014 são uma boa amostra das proporções de nossos objetivos.
FPA. Pensando Gente. Pensando Você!

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